Extinção do e-Sedex, até onde vai a crise nos Correios?

Crise nos Correios: fim do e-sedex

Agora é oficial, os Correios deixam de oferecer um de seus principais produtos, o e-Sedex. Muitas lojas virtuais tinham a modalidade como uma de suas principais e mais econômicas forma de envio de seus produtos. Com preço compatível ao de uma encomenda tradicional e os prazos do Sedex, o serviço se difere das outras formas de envio por ter área de cobertura restrita a algumas cidade e peso máximo de 15 quilos.

O cancelamento prejudica muito os pequenos e médios varejistas on-line, já que os big players do mercado possuem transportadoras próprias.

Memorando dos correios anunciando a descontinuidade do e-Sedex:

“Prezado cliente,

Em virtude da aprovação da nova Política Comercial pelo Conselho de Administração dos Correios, informamos que o serviço e-SEDEX será descontinuado a partir de 19/06/2017. Portanto, todas as postagens deverão ser realizadas nos códigos de SEDEX ou PAC ativos no contrato.

Acrescentamos que as pré-listas de postagem (PLP) e e-tickets (autorizações de postagem para logística reversa) geradas e não utilizadas até o dia 18/06/2017 terão os códigos de e-SEDEX substituídos pelo código SEDEX. Caso não seja do seu interesse a postagem com SEDEX, será necessário gerar nova PLP ou autorização de postagem com código de serviço PAC.

Para mais informações, entre em contato com seu representante comercial.”

Os Correios têm acumulado prejuízos nos últimos anos. A empresa acumula dois rombos de R$ 4 bilhões nos últimos dois anos, com prejuízo de cerca de R$ 2 bilhões em 2016 e R$ 2,1 bilhões no ano anterior.

Recentemente o ministro de Ciência e Tecnologia, Gilberto Kassab, afirmou que os Correios correm “contra o relógio” para evitar a privatização. Segundo Kassab, a estatal necessita de um profundo corte de gastos para não ser privatizada.

Em 2016, os Correios anunciaram um Programa de Demissão Incentivada (PDI) e pretendia atingir a meta de 8 mil servidores, mas apenas 5,5 mil aderiram ao programa. Em abril deste ano, o presidente dos Correios, Guilherme Campos, disse que a demissão de servidores concursados vem sendo estudada. Segundo eles, os Correios não têm condições de continuar arcando com sua atual folha de pagamento.

Em meio à mais grave crise financeira de sua história, a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) planeja também fechar cerca de 200 agências neste ano, sobretudo nos grandes centros urbanos.

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